2018 acabou com as temperaturas mais altas algumas vez registadas. 2019 começa com uma onda de frio que assola a Europa. Não vamos ter que esperar por 2030 — ano em que é esperado que a temperatura anual média do planeta aumente em mais de 1,5ºC — para sentirmos as consequências das alterações climáticas.

Nos últimos anos, tem-se registado a extinção de espécies a um ritmo cerca de 1.000 vezes superior ao esperado, com consequências directas nas nossas vidas, a começar pela nossa alimentação. Mas enquanto este é um problema global, nem todos o estão a sentir da mesma forma.

São os trabalhadores e as populações pobres que mais sofrem as consequências. As estações tornam-se cada vez mais difíceis de suportar em casas sem condições e em trabalhos precários e inseguros. Quando as catástrofes naturais, como cheias, incêndios, tempestades e furacões sem precedentes, se tornam mais recorrentes, é aos trabalhadores que falta a protecção e os apoios médicos e financeiros.

A gravidade da situação já é tal que nem os grandes órgãos da comunicação social burguesa a conseguem ignorar. O jornal inglês The Guardian apela à acção colectiva e o estado-unidense Huffington Post aponta claramente para o culpado: o actual sistema económico. De facto, mais de 60% das emissões de CO2 e de metano são consequência da actividade de apenas 90 empresas multinacionais! Portanto, depois de décadas com a culpa atribuída a comportamentos individuais, hoje sabemos, sem sombra de dúvida, que as alterações climáticas são a consequência mais mortífera do capitalismo.

Os representantes políticos do capital fazem discursos sobre taxas de carbono e consumo verde ao mesmo tempo que defendem as multinacionais que destroem o ambiente e nos negam um futuro!

São precisas medidas muito mais ambiciosas do que cortar nas emissões de carbono uns míseros pontos percentuais. É urgente a conversão da indústria para fontes de energia renováveis, converter os trabalhos poluentes em postos de “trabalho verde”, pôr um fim imediato à criação de novos furos e drenagens e nacionalizar os sectores de energia, transportes e infra-estruturas, colocando-os sob o controlo democrático dos trabalhadores — que não exigirão nada menos que padrões sustentáveis para si, para as suas famílias, e para toda a classe trabalhadora.

Nenhum “capitalismo verde” nos poderá salvar. A luta pelo meio ambiente, pela nossa sobrevivência, é a luta contra o capitalismo, por um modo de produção sustentável que tenha em conta as necessidades da maioria e não o lucro de uma minoria — é a luta por uma sociedade socialista. Esta luta não pode ser outra coisa senão colectiva e serão os trabalhadores e jovens a conduzi-la.

O Sindicato de Estudantes junta-se à greve internacional pelo clima, contra os abutres que enriquecem à custa do trabalho dos nossos pais, da discriminação, das nossas vidas e do planeta, queremos uma sociedade sustentável e livre de exploração.

ESTUDANTES DE TODO O MUNDO, UNIDOS COM OS TRABALHADORES PELO DIREITO AO FUTURO!

Sindicato de Estudantes

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